Escrita por Morrissey (letra) e Johnny Marr (música),
“The Hand That Rocks the Cradle” foi uma das primeiríssimas canções compostas
pela dupla no segundo semestre de 1982. A faixa foi registrada inicialmente em
sessões com o produtor Troy Tate no Elephant Studios, em Londres, mas essa
versão acabou descartada quando a banda regravou quase todo o repertório de
estreia com o produtor John Porter no Pluto Studios, em Manchester, entre o
final de 1983 e janeiro de 1984. A canção teve seu lançamento oficial em 20 de
fevereiro de 1984 como a sétima faixa do primeiro álbum de estúdio do grupo, The
Smiths, editado pelo selo Rough Trade. Musicalmente, a faixa afasta-se da
urgência rítmica de outras composições do disco, apresentando uma estrutura
delicada e hipnótica de Indie Pop e Folk Rock com andamento lento. A harmonia
instrumental apoia-se em dedilhados complexos e fluidos da guitarra de Johnny
Marr, que revelam clara inspiração estilística nos padrões circulares e
climáticos de “Kimberly”, de Patti Smith. A linha de baixo melódica de Andy
Rourke sustenta a harmonia com sutileza, complementada pelo toque suave e
cadenciado de Mike Joyce na bateria. Nos vocais, Morrissey adota um tom
comedido e sussurrado, equilibrando afeto, possessividade e melancolia. A letra
gira em torno da figura de um cuidador ou guardião noturno vigiando o sono de
uma criança, abordando promessas de proteção e consolo em contraste com
sentimentos ambíguos de fragilidade e dependência emocional. O pessoal da
gravação conta com Morrissey (vocais principais), Johnny Marr (guitarras), Andy
Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). Nas paradas de sucesso, a canção não foi
lançada como single avulso comercial para as tabelas britânicas ou da Billboard
nos Estados Unidos, funcionando como uma das peças mais íntimas e reflexivas do
lado B do vinil. O álbum homônimo de estreia foi um enorme marco para a música
independente, alcançando a 2ª posição na UK Albums Chart no Reino Unido e
permanecendo por trinta e três semanas na parada, consolidando de imediato o
impacto da banda na cena do rock alternativo internacional. Em relação a outras
versões e registros conhecidos, a gravação primitiva produzida por Troy Tate
circulou amplamente durante anos em fitas demo não oficiais até ser
disponibilizada em edições raras e materiais de arquivo da banda. A faixa
também foi registrada nas sessões da BBC Radio 1 para o programa de John Peel e
foi executada nos primeiros shows do grupo entre 1983 e 1984, antes de ser
gradualmente retirada dos concertos conforme o repertório do quarteto se
expandia.
A letra:
Please don't cry
For the ghost and the storm outside
Will not invade this sacred shrine
Nor infiltrate your mind
My life down I shall lie
If the bogey-man should try
To play tricks on your sacred mind
To tease, torment, and tantalize
Wavering shadows loom
A piano plays in an empty room
There'll be blood on the cleaver tonight
And when darkness lifts and the room is bright
I'll still be by your side
For you are all that matters
And I'll love you till the day I die
There never need be longing in your eyes
As long as the hand that rocks the cradle is mine
Ceiling shadows shimmy by
And when the wardrobe towers like a beast of prey
There's sadness in your beautiful eyes
Oh, your untouched, unsoiled, wondrous eyes
My life down I shall lie
Should restless spirits try
To play tricks on your sacred mind
I once had a child, and it saved my life
And I never even asked his name
I just looked into his wondrous eyes
And said, "Never, never, never again"
And all too soon I did return
Just like a moth to a flame
So rattle my bones all over the stones
I'm only a beggar-man whom nobody owns
Oh, see how words as old as sin
Fit me like a glove
I'm here and here I'll stay
Together we lie, together we pray
There never need be longing in your eyes
As long as the hand that rocks the cradle is mine
As long as the hand that rocks the cradle is mine, mine
Climb up on my knee, sonny boy
Although you're only three, sonny boy
You're, you're mine
And your mother she just never knew
Oh, your mother
As long, as long, as long
I did my best for her
I did my best for her
As long, as long, as long as, as long
I did my best for her
I did my best for her
Mine
A versão dos Smiths:

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