Escrita por Morrissey (letra) e Johnny Marr (música),
“Pretty Girls Make Graves” foi composta em meados de 1983. Assim como grande
parte do material de estreia do grupo, a canção foi registrada primeiramente
nas sessões com o produtor Troy Tate no Elephant Studios, em Londres, mas essa
tomada foi descartada. O registro definitivo foi gravado no Pluto Studios, em
Manchester, entre o final de 1983 e o início de 1984 com o produtor John
Porter. A faixa teve seu lançamento oficial em 20 de fevereiro de 1984 como a
oitava canção do primeiro álbum de estúdio do grupo, The Smiths, editado
pelo selo Rough Trade. Musicalmente, a faixa exemplifica a inventividade
harmônica do Indie Pop e do Jangle Pop arquitetado por Johnny Marr. A canção
apoia-se em arpejos limpos e ligeiramente dedilhados na guitarra afinada em
tons abertos, dialogando com uma linha de baixo melódica e proeminente de Andy
Rourke e a marcação contida de Mike Joyce na bateria. O andamento equilibra uma
cadência melancólica com pontuações instrumentais alegres e irônicas, sobre as
quais Morrissey transita entre o lamento e o tom declamatório. O título da
faixa foi emprestado diretamente de uma passagem do romance Os Vagabundos
Iluminados (The Dharma Bums), de Jack Kerouac. A letra explora a
apatia sexual, o descompasso afetivo entre homem e mulher e a recusa do
narrador em render-se aos jogos tradicionais de sedução romântica à beira-mar,
culminando na perda de paciência diante das expectativas impostas (“I'm not the
man you think I am / Sorrow's native son / He will not smile for anyone”). O
pessoal da gravação conta com Morrissey (vocais principais), Johnny Marr
(guitarras), Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). Nas paradas de
sucesso, a canção não foi lançada como single comercial avulso para as paradas
da Billboard ou no Reino Unido, compondo a sequência densa do Lado B do vinil.
O disco de estreia The Smiths tornou-se um fenômeno imediato no cenário
musical alternativo, alcançando a 2ª posição na UK Albums Chart britânica e
garantindo ampla aclamação crítica pela originalidade lírica e instrumental da
banda. Em relação a outras versões e execuções históricas, a versão preliminar
gravada com Troy Tate circulou em bootlegs de estúdio até ser disponibilizada
em edições raras para colecionadores. A banda também registrou uma tomada
enérgica da canção em março de 1983 para as sessões da BBC Radio 1 no programa
de John Peel. Nos concertos, “Pretty Girls Make Graves” integrou o repertório
de palco do quarteto entre 1983 e 1984, destacando o entrosamento rítmico e a
precisão das guitarras ao vivo.
A letra:
Upon the sand, upon the bay
"There is a quick and easy way" you say
Before you illustrate
I'd rather state
I'm not the man you think I am
I'm not the man you think I am
And sorrow's native son
He will not smile for anyone
And pretty girls make graves
Ooh-ooh-oh-ooh, ooh-ooh-oh-ooh-ooh
End of the pier, end of the bay
You tug my arm, and say
"Give in to lust, give up to lust
Oh, heaven knows we'll soon be dust"
Oh, I'm not the man you think I am
I'm not the man you think I am
And sorrow's native son
He will not rise for anyone
And pretty girls make graves
(Oh, really?)
Ooh-ooh-oh-ooh, ooh-ooh-oh-ooh-ooh
I could have been wild and I could
have been free
But nature played this trick on me
She wants it now
And she will not wait
But she's too rough
And I'm too delicate
Then, on the sand
Another man, he takes her hand
A smile lights up her stupid face
And well, it would
I lost my faith in womanhood
I lost my faith in womanhood
I lost my faith
Ooh-ooh-oh-ooh, ooh-ooh-oh-ooh-ooh
Hand in glove
The sun shines out of our behinds
Ooh-oh, ooh-oh
A versão do Smiths:
A versão de
Adam Barrett:

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