quarta-feira, 4 de novembro de 2026

2447 – The Smiths – Pretty Girls Make Graves (1984)

 


Escrita por Morrissey (letra) e Johnny Marr (música), “Pretty Girls Make Graves” foi composta em meados de 1983. Assim como grande parte do material de estreia do grupo, a canção foi registrada primeiramente nas sessões com o produtor Troy Tate no Elephant Studios, em Londres, mas essa tomada foi descartada. O registro definitivo foi gravado no Pluto Studios, em Manchester, entre o final de 1983 e o início de 1984 com o produtor John Porter. A faixa teve seu lançamento oficial em 20 de fevereiro de 1984 como a oitava canção do primeiro álbum de estúdio do grupo, The Smiths, editado pelo selo Rough Trade. Musicalmente, a faixa exemplifica a inventividade harmônica do Indie Pop e do Jangle Pop arquitetado por Johnny Marr. A canção apoia-se em arpejos limpos e ligeiramente dedilhados na guitarra afinada em tons abertos, dialogando com uma linha de baixo melódica e proeminente de Andy Rourke e a marcação contida de Mike Joyce na bateria. O andamento equilibra uma cadência melancólica com pontuações instrumentais alegres e irônicas, sobre as quais Morrissey transita entre o lamento e o tom declamatório. O título da faixa foi emprestado diretamente de uma passagem do romance Os Vagabundos Iluminados (The Dharma Bums), de Jack Kerouac. A letra explora a apatia sexual, o descompasso afetivo entre homem e mulher e a recusa do narrador em render-se aos jogos tradicionais de sedução romântica à beira-mar, culminando na perda de paciência diante das expectativas impostas (“I'm not the man you think I am / Sorrow's native son / He will not smile for anyone”). O pessoal da gravação conta com Morrissey (vocais principais), Johnny Marr (guitarras), Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). Nas paradas de sucesso, a canção não foi lançada como single comercial avulso para as paradas da Billboard ou no Reino Unido, compondo a sequência densa do Lado B do vinil. O disco de estreia The Smiths tornou-se um fenômeno imediato no cenário musical alternativo, alcançando a 2ª posição na UK Albums Chart britânica e garantindo ampla aclamação crítica pela originalidade lírica e instrumental da banda. Em relação a outras versões e execuções históricas, a versão preliminar gravada com Troy Tate circulou em bootlegs de estúdio até ser disponibilizada em edições raras para colecionadores. A banda também registrou uma tomada enérgica da canção em março de 1983 para as sessões da BBC Radio 1 no programa de John Peel. Nos concertos, “Pretty Girls Make Graves” integrou o repertório de palco do quarteto entre 1983 e 1984, destacando o entrosamento rítmico e a precisão das guitarras ao vivo.

A letra:

Upon the sand, upon the bay
"There is a quick and easy way" you say
Before you illustrate
I'd rather state
I'm not the man you think I am
I'm not the man you think I am

And sorrow's native son
He will not smile for anyone
And pretty girls make graves

Ooh-ooh-oh-ooh, ooh-ooh-oh-ooh-ooh

End of the pier, end of the bay
You tug my arm, and say
"Give in to lust, give up to lust
Oh, heaven knows we'll soon be dust"
Oh, I'm not the man you think I am
I'm not the man you think I am

And sorrow's native son
He will not rise for anyone
And pretty girls make graves
(Oh, really?)

Ooh-ooh-oh-ooh, ooh-ooh-oh-ooh-ooh

I could have been wild and I could have been free
But nature played this trick on me
She wants it now
And she will not wait
But she's too rough
And I'm too delicate
Then, on the sand
Another man, he takes her hand
A smile lights up her stupid face
And well, it would
I lost my faith in womanhood
I lost my faith in womanhood
I lost my faith

Ooh-ooh-oh-ooh, ooh-ooh-oh-ooh-ooh
Hand in glove
The sun shines out of our behinds
Ooh-oh, ooh-oh

A versão do Smiths:


A versão de Adam Barrett:


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